23Novembro2017

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Estudo mostram que infecção pelo HIV causa danos ao cérebro de crianças

O combate a infecção em bebês e crianças ainda é muito complexo

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A infecção pelo HIV altera o desenvolvimento do cérebro de crianças pequenas, mesmo quando elas recebem tratamento antirretroviral desde muito novas, mostra estudo publicado no periódico científico “Frontiers in Neuroanatomy”. O estudo revela ainda que crianças que tenham sido apenas expostas ao vírus, mesmo sem terem sido infectadas, também parecem ter seu desenvolvimento cerebral afetado.

Mesmo com tantos avanços no tratamento do HIV que estão permitindo que milhões de pessoas vivam mais, e mais saudáveis, com o vírus causador da Aids, o combate a infecção em bebês e crianças ainda é muito complexo. E mesmo que o HIV possa provocar anormalidades no desenvolvimento do cérebro, as intervenções medicamentosas também podem prejudicar a criança.


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Assim, embora crianças pequenas há muito tempo tenham acesso aos remédios na África do Sul, foi só a partir de 2008 que o tratamento de recém-nascidos se tornou padrão no país, um dos mais atingidos pela epidemia no mundo, depois da publicação de dados preliminares de um ensaio clínico conhecido como Cher (sigla em inglês para Antirretrovirais Cedo para Crianças com HIV). E diante desta primeira era do tratamento precoce, cientistas estão buscando entender melhor como a infecção pelo vírus afeta o desenvolvimento de uma criança, especialmente o neural.

No estudo, os pesquisadores usaram uma avança técnica de exames de ressonância magnética para examinar diferenças em um tipo de tecido cerebral, a mencionada matéria branca, entre dois grupos de crianças de sete anos: 65 soropositivas e 46 não infectadas. A matéria branca tem um papel importante na transmissão de informação entre as várias regiões do cérebro, e o estudo confirmou a existência de diferenças na microestrutura de alguns trechos dela entre as crianças infectadas e as não infectadas, mesmo com todas as crianças soropositivas tendo iniciado o tratamento aos 18 meses de idade durante o ensaio do Cher na Cidade do Cabo e Soweto. Elas já tinham sido submetidas a exames similares quando tinham cinco anos de idade.

Embora destaque que o estudo é limitado em tamanho e que as futuras implicações de tais anormalidades no desenvolvimento cerebral ainda precisem ser determinadas, Jankiewicz espera que seus estudos contribuam para uma melhor compreensão do desenvolvimento cerebral de crianças infectadas ou expostas ao HIV, assim como os impactos de tratamentos antirretrovirais de longo prazo.

Redação Portal Linhares Em Dia 


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