314 27/05/2022 às 18:28 - última atualização 27/05/2022 às 20:52

Presidente da Petrobras alerta sobre risco de desabastecimento de diesel no 2º semestre

Redação Em Dia ES

A decisão de comunicar oficialmente o governo foi tomada em reunião do Conselho de Administração da estatal na última terça-feira (25)
Presidente da Petrobras alerta sobre risco de desabastecimento de diesel no 2 semestre. Foto Alina Souza CP Memória
O presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, enviou um ofício à Agência Nacional do Petróleo alertando sobre o “elevado risco de desabastecimento de diesel no mercado brasileiro no segundo semestre de 2022”.

A decisão de comunicar oficialmente o governo foi tomada em reunião do Conselho de Administração da estatal na última terça-feira (25), depois de um longo debate sobre o tema.

“Diante do cenário de escassez global de diesel e do cronograma de paradas programadas das refinarias —apesar dos melhores esforços da companhia, a Petrobras entende que há elevado risco de desabastecimento de diesel no mercado brasileiro no segundo semestre de 2022. Adicionalmente, há também grandes incertezas quanto aos níveis das cotações internacionais do produto nessa conjuntura de escassez”, explica José Mauro Coelho.

Integrantes do conselho de administração da companhia apontaram que o maior risco de desabastecimento seria em meados de setembro deste ano, próximo da eleição presidencial.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia informou que fará nesta sexta-feira (27), “uma reunião ordinária, de acordo com o previsto na Portaria nº 623/2022/MME, que criou o Comitê Setorial de Monitoramento do Suprimento Nacional de Combustíveis e Biocombustíveis. A reunião terá a participação de representantes da ANP e Petrobras, membros do comitê.”

No documento enviado ao governo e à ANP, a Petrobras lista fatores de risco como os baixos estoques de grandes fornecedores ou consumidores, como Estados Unidos, Europa e Singapura, a Guerra da Ucrânia que tirou a Rússia desse mercado, a utilização de estoques próprios para compensar a falta do diesel russo no Oriente Médio e na Índia, o aumento nos custos do frete e a eventual indisponibilidade de refinarias.

No caso dos Estados Unidos e Caribe, a temporada de furacões pode ser o motivo pelo qual refinarias que produzem diesel podem deixar de operar.

No caso do Brasil, as refinarias têm trabalhado com capacidade próxima da máxima e podem ficar sem operar por causa de paradas técnicas para manutenção.

Ao concluir, Coelho pede que o ministério e a agência “avaliem ações estruturadas visando a segurança do abastecimento nacional de óleo diesel no segundo semestre de 2022”.

A CNN questionou a ANP sobre a situação e quais medidas estão sendo tomadas para minimizar esse impacto. Em nota, a Agência afirma que “vem atuando diligentemente para se antecipar a riscos ao abastecimento nacional com óleo diesel que, neste momento, acontece com regularidade.”

A ANP também diz que seus representantes mantêm contato permanente com os agentes do setor, com especialistas e analistas sobre o cenário mundial atual e segue atentos ao cenário nacional e ao internacional, e a todos os fatores que podem interferir no abastecimento de diesel. “A Agência está dedicada a acompanhar a situação e a propor as medidas que se mostrarem necessárias para garantir a oferta do produto.”

Com CNN Brasil
 
 
 

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