Rachel Poubel

Por Rachel Poubel

Bacharel em Direito, Administradora, Terapeuta para Mulheres, Hipnoterapeuta e Organizadora do Movimento Mulher de Identidade. INSTAGRAM: @rachel_poubel

Por Rachel Poubel

Bacharel em Direito, Administradora, Terapeuta para Mulheres, Hipnoterapeuta e Organizadora do Movimento Mulher de Identidade. INSTAGRAM: @rachel_poubel

O que fazer para começar 2021 sem os problemas de 2020

Para finalizar esse ano de 2020, quero trazer uma reflexão para você. O que você pode fazer de diferente na sua vida para que 2021 seja realmente um ano novo?

Muitas pessoas, quando terminam o ano, começam a refletir ou a fazerem simplesmente rituais que não necessitam de tanta reflexão. Elas mudam a cor da roupa, pulam umas ondas ou simplesmente acreditam que o ano que vem vai ser diferente. Mas o que você faz efetivamente para que a transformação realmente aconteça na vida?

Eu, como terapeuta, venho lhe convidar para uma reflexão profunda e que realmente vá trazer mudanças na sua vida: tire um momento para você, para pensar e refletir sobre a sua vida.

O que em 2020 não deu certo e lhe incomodou? Quais os nãos que você precisava dar e que não deu? Quais os sins que você deveria dar e que também não fez? Qual a hora que realmente olhou para você mesma? Quantas vezes efetivamente cuidou de você mesma? Conseguiu se fortalecer ou não?

Eu lhe convido a construir um 2021 diferente, edificante e positivo. Convido você a traçar metas e a, principalmente, cuidar das suas emoções, cuidar de você. São suas emoções que vão lhe levar para o próximo estágio, para a mudança efetiva. Então, em 2021, cabe a você buscar a transformação da sua vida. Não terceirize isso!

Seja uma mãe melhor, uma esposa melhor, uma pessoa melhor para sociedade, uma irmã mais parceria, a amiga que desejava ter, a maior cuidadora de você mesma. É esse o meu convite hoje.
E faça a principal reflexão: o que está lhe incomodando que desejaria mudar em 2021? Qual o plano ou o sonho que você tem deixado para trás e que poderia retomar em 2021? Busque ajuda, se precisar, para refletir sobre essas questões e tomar decisões.

Eu, como terapeuta, venho ajudando várias mulheres e quero ajudar você também, porque é para isso que eu trabalho, atualizo-me sempre com as principais ciências, dedico-me diariamente e vivo a minha missão. Portanto, conte comigo.

Cuide de suas emoções, das suas dores e não jogue fora seus sonhos. Transforme sua vida, porque ela vale muito para ser despediçada ou adiada. Pegue de volta o controle da sua carreira, dos seus sentimentos e do que sempre quis fazer e se perdeu. Não deixe para o outro decidir o que você vai fazer, sonhar, querer, como vai se comportar ou o que você vai falar.

Assumir a responsabilidade pela sua vida é necessário para 2021. Você é grande, é capaz de superar todos os obstáculos que aparecerem. A vida é sua, mas não esqueça que a vida também é curta. E é nas suas mãos que ela precisa ser transformada.

Que venha um próximo ano com a prosperidade do seu eu. Encha-se de você mesma. Encha-se de si e da sua identidade, do seu eu, da sua vontade. Seja uma mulher de identidade.

Cuide das suas emoções como tesouros que não podem ficar nas mãos de um ou de outro. São seus tesouros. Portanto, em 2021, faça terapia para não se perder ainda mais. Trate do seu eu e transforme sua vida, pois está na hora de retomar. Você vai ver como cada dia terá um significado diferente, será especialmente diferente para você.

Verá que nesse novo ano tudo pode ser diferente na sua vida, pode ter resultados que nunca teve, a partir no momento em que começar a cuidar do seu eu. Se você cuidar da sua identidade, seus dias já começarão bem diferentes, melhores como nunca foram, bem mais prósperos e cheio de amor próprio.

Eu sou Rachel Poubel, terapeuta para mulheres, e estou aqui para segurar na sua mão em 2021 e ajudar você nesse processo de transformação. Feliz 2021!
 
RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade

Preconceito de mulheres contra mulheres

Você já presenciou uma mulher tendo preconceito sobre outra mulher? Infelizmente, isso não é um caso raro de acontecer na sociedade. Quantas vezes por dia uma mulher prejudica ou busca prejudicar a imagem de outra mulher? Essa mulher pode estar ao seu lado, ou na outra sala... E o pior é quando isso acontece principalmente porque a outra mulher chama mais atenção, seja pelo jeito de falar ou quando tem uma atitude diferente do que é considerado normal pela sociedade.
 
Quando esse destaque ocorre, muitas vezes, as próprias mulheres falam: “nossa, por que ela é assim? Como pode?” E começam a falar em tom de crítica. Já viu isso acontecer com você ou perto de você?
 
O preconceito contra a mulher, em boa parte das vezes, é sim machismo. É alarmante quando vem das próprias mulheres, além de ser negativamente forte para o psicológico e também para a causa da mulher no mundo.
 
Nós precisamos combater isso! Esse pensamento que muitas mulheres reproduzem nada mais é do que a influência machista do meio em que vivem. Faça você uma reflexão: quais dos pensamentos que você traz é uma imposição social? Você já parou para refeltir se realmente pensaria assim? Nós precisamos acabar com o preconceito das mulheres contra as próprias mulheres.
 
Reflita sobre quantas vezes já viu uma mulher olhar pra outra mulher e começar a julgá-la: “ah, essa daí se veste mal, parece ser vulgar”. Atitudes preconceituosas prejudicam todas as mulheres na sociedade, até quem critica. Se você não vai falar nada para agradar, por que desagradar? Por que manchar a imagem da outra? Para que essa competição desnecessária?
 
Seja uma mulher de identidade e pare com esse absurdo! Vamos nos unir para livrar a sociedade desse preconceito tão nocivo que ela traz.
 
RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade

Piadinha sobre mulher

Qual mulher não foi vítima de uma piadinha de mal gosto? É sobre isso que eu quero falar hoje com você, mulher. Até quando nós, mulheres, vamos aceitar que tirem sarro da gente, que façam piadas de tudo que é relacionado à mulher, simplesmente pelo nosso gênero?

Certamente, você já ouviu alguma piada sobre mulheres na direção. “Vamos substituir todos os postes, porque fulana está dirigindo”, “só podia ser mulher...”, “mulher dirige tão mal que o carro é uma arma”, “está nervosa assim no trânsito? Só pode ser TPM”, “Eu aposto que essa mulher aí é muito mal comida; por isso, tá assim estressada”, “tá precisando transar, hein, minha filha”.

Esse tipo de piadinha ofende a mulher, como gênero, símbolo e ser humano. Isso não é algo para rir, mas sim para repudiar. Quantas vezes a mulher entra na dança e dá uma risadinha para não perder a piada? Você já parou para pensar que essas situações prejudicam a imagem da mulher? E o quanto esse discurso de equidade da mulher, da posição feminina na sociedade, da presença respeitável da mulher no trabalho, em altos cargos, na política etc. cai por terra quando você aceita piadinhas? Até quando a gente vai aceitar isso sem qualquer reação adversa?

É preciso dar um basta nisso! Nós, mulheres, somos realmente diferentes dos homens na biologia, mas precisamos ser respeitadas igualmente. Essas piadinhas são mitos que são replicados por anos. Algumas seguradoras, por exemplo, dão descontos se a motorista for mulher, pois existem pesquisas que comprovam que mulheres no volante é mais cuidadosa que homens. Muitas sequer tem multas de trânsito – como é inclusive meu caso e de todas as minhas amigas.

Mesmo assim, há muitos maridos que até têm a carteira de motorista cassada, mas faz piadinhas com a esposa, como se aquela situação fosse altamente engraçada.

Nós, mulheres, merecemos respeito! Somos capazes de fazer tudo muito bem feito. E a nossa força física era a única diferença que importava, mas nas épocas das cavernas, quando tínhamos que lutar por comida ou servir à guerra.

Vamos dar uma basta nessa situação. Chega de aceitar piadinha. Somos mulheres e, além disso, mulheres de identidade. Temos a força, a capacidade, a inteligência e a competência para fazermos o que decidimos fazer - e fazer bem feito. Exerça seu papel de mulher de identidade e repudie, a partir de agora, essas piadinhas ridículas e depreciativas sobre nosso gênero feminimo.


RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade, 

Quando a esposa depende financeiramente do marido e não se move

Mulher, você conhece alguém ou vive em uma situação em que seu casamento é sua maior fonte de renda? Quero lhe fazer uma pergunta sincera: isso é saudável para você?

Quero hoje lhe convidar para uma reflexão. Atualmente, vimos muita gente falando da mulher no mercado de trabalho, da ascensão profissional da mulher, dentre outros ganhos. Mesmo assim, muitas mulheres ainda vivem como se o casamento fosse uma profissão. Abrem mão de ter uma real profissão e da sua carreira para cuidar da casa e dos filhos. Simplesmente desistem de ter uma carreira sólida, pois, no casamento, encontra todo o amparo financeiro que entende como suficiente. Então, volto a lhe perguntar: você acha que isso é saudável? Não seria essa uma forma de a mulher se aprisionar no relacionamento?

Se você trata seu casamento como profissão, lembre-se de que você pode ser demitida, descartada, dispensada, com ou sem aviso prévio. Além disso, é importante lembrar que essa é sua única fonte de renda. O que fará depois, caso isso aconteça?

Você precisa tomar uma decisão, sair dessa dependência, porque existe aí uma relação muito frágil que não deixa você viver sua identidade. Se você está bem no seu casamento hoje, está tudo ótimo, maravilhoso; mas nunca esqueça que ele é a única fonte de renda que você tem. E, nessa situação, é muito lógico que comece a pensar em algo que também lhe dê liberdade, que nunca ponha em risco a sua identidade.

Já pensou em se especializar, estudar, fazer um curso, montar uma empresa, enfim, alguma coisa que lhe gere renda e possa lhe permitir, mais cedo ou mais tarde, sua independência financeira?

Se hoje ainda precisar da ajuda de seu marido para começar, tenha essa conversa de forma franca com ele. Num relacionamento saudável, o casal se ajuda reciprocamente para que ambos cresçam. Um tem orgulho de ajudar o outro a atingir seus objetivos. E, vitoriosos, apaixonam-se ainda mais um pelo outro. Que você, então, tenha em seus objetivos também crescer profissionalmente em algo, para alcançar sua liberdade de estar com ele por amor, não por dependência financeira.

Não fique refém dessa situação, pois o risco não é apenas acabar o dinheiro, mas sim você deixar de se reconhecer como quem é. E sobre dinheiro, o pior que pode fazer é ser submissa a isso. Haja! Saia da zona de conforto, pois sua posição hoje pode estar muito boa, mas você é dependente, e isso lhe torna frágil. Se esse relacionamento acabar ou se tornar indigesto para você, precisa ter para onde ir e como recomeçar.

E, então, que posição você vai assumir? É melhor você resolver essa situação agora, porque quanto mais tempo passar, mais suas algemas apertarão.


RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade

Fui traída, mas dependo dele financeiramente

Eu vou falar com você agora sobre uma situação que atinge muitas mulheres casadas: a esposa descobre uma traição, mas é dependente financeiramente do marido e não consegue falar, muito menos tomar uma decisão, por causa dessa dependência.
 
Isso aconteceu com você ou com alguém que você conhece? Então, preste muita atenção.

Essa situação realmente é péssima, isso ninguém nega. Mas já pensou se esse acontecimento não serve também para lhe abrir um precedente, para que você tome uma decisão de sair da sua zona de conforto? Acha saudável não conseguir sequer falar o que te incomoda por medo dessa dependência?

Pense comigo: o que lhe faz ser dependente do seu marido? Isso lhe incomoda? Será que essa situação, por pior que seja, não vem pra lhe ajudar a tomar uma decisão de agir e sair dessa dependência financeira? Todas essas, são perguntas que você precisa responder, pois essa dependência financeira é justamente o que causa uma das piores prisões que você pode vivenciar num casamento arruinado.

É possível que você, por diversas vezes, já tenha pensado em começar um novo projeto, algo seu, que precisará obviamente de tempo para amadurecer e lhe tornar independente, mas que tenha sua cara. Talvez, outras vezes, até começou algo, mas parou, desistiu ou adiou sem prazo para retornar. 
O que precisa se perguntar agora é: você passaria hoje por esse dilema se tivesse construído algo seu anos atrás, fosse com uma formação nova, um pequeno negócio, o começo de uma carreira, algo que ninguém pudesse tirar de você? 

Diante disso, quero que reflita: será que hoje seu casamento só existe por conta dessa dependência? 
Será que você não está fazendo do seu casamento uma profissão? Se sim, é realmente saudável para você essa situação? 
Sei que, algumas vezes, dói responder a essas perguntas. Mas é importante para a consciência máxima sobre sua condição atual.

Quando se trata de uma traição em que você está em dúvida se se separa ou não, mas essa dúvida só existe por causa da dependência financeira, saiba que isso não está sendo uma decisão justa consigo mesma. Você não está levando em consideração o que lhe dá prazer, muito menos o que você quer de um relacionamento amoroso.

É importante frisar que um relacionamento amoroso não deve ser uma prisão. Portanto, quando você coloca um empecilho financeiro, está aprisionando seu desejo, sua vontade e sua identidade.

Lembre sempre: você nasceu para ser feliz. 

Então, tome uma decisão, mesmo que precise sair da zona de conforto e que isso lhe doa muito. A decisão precisa ser firme, consciente e calculada. Só não pode ser jogada para debaixo do tapete, porque quanto mais tempo você passar nessa prisão sem voz, com medo de desagradar ou de perder seu conforto, menos você vai se reconhecer amanhã. E se você precisar de ajuda para não deixar sua identidade se perder nessa prisão, conte comigo para recuperarmos juntas essa grande mulher que ainda existe em você, mesmo nessa condição.

RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade

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